thinking outside

AJUDAMOS NOSSOS CLIENTES A CONSTRUIR MARCAS ÚNICAS E VERDADEIRAMENTE RELEVANTES, trazendo crescimento e preparando-as para o futuro. Para isso, nós descobrimos suas reais necessidades e identificamos oportunidades, transformando informações em insights e insights em resultados. Nos afastando do que já existe, criamos soluções sob medida para antigos e novos problemas — sejam eles de negócios, produtos, serviços ou experiências.

branding

 
Uma marca não é o que ela diz que é. Segundo Marty Neumeier, a verdade é que, dentro do cenário mercadológico atual, são as pessoas que determinam o significado subjetivo de uma marca e inclusive o seu futuro. O branding, como gestão estratégica de marcas, ajuda a criar e gerenciar estes significados de forma que denotem as vantagens competitivas de um produto, serviço, empresa ou mesmo pessoa. Assim, ajuda a construir e transformar marcas para que elas se tornem únicas e relevantes, criando relacionamentos duradouros.

É necessário, a princípio, compreender o que são marcas neste novo contexto para poder entender como o branding funciona. Luc Speisser, da Landor — uma das mais importantes consultorias de branding do mundo —, define marca como “o que uma empresa, uma instituição ou grupo de produtos e serviços representam no coração e na mente das pessoas”, (…)

O branding tem como propósito criar significado, valor e preferência por uma marca frente as outras, melhorando sua competitividade e ajudando-a a vender mais.

deixando clara a intangibilidade do conceito. Não são produtos, logotipos ou nomes, mas associações, percepções e expectativas criadas.

Mas como se tornar uma marca com a qual o público deseja se relacionar?

O branding surge como o processo que fará com que a essência, propósito e as vantagens competitivas, como o posicionamento, sejam percebidas como memoráveis e singulares. Com isso em mente, fica claro perceber como as marcas são critérios determinantes no momento de uma compra. Com tempo escasso e muitas opções à disposição, é através de uma relação emocional que as pessoas encontram clareza, simplicidade, segurança e consistência para orientar suas escolhas.

A marca corresponde à identidade de uma empresa e uma identidade não se cria, se revela. É assim que o processo se inicia: entendendo o ambiente de uma empresa, seus valores e como pensam seus líderes. Ao cruzar essas informações com pesquisas etnográficas aprofundadas (como cenário, público, concorrentes, etc.), sua autenticidade é identificada e comunicada de modo estratégico.

A marca se apresenta em forma de promessa — uma promessa verdadeira e que deve ser efetivamente entregue. É essencial que seja crível para todos: tanto para seus colaboradores e parceiros — para que trabalhem acreditando que aquilo que fazem é autêntico e genuíno —, quanto para seu público, para que sinta confiança e, mais do que clientes fiéis, se tornem verdadeiros embaixadores da marca. Assim, o branding traça um planejamento estratégico interligando processos operacionais e fortalecendo sua imagem através da entrega dessa promessa.

Dentro de seu conceito holístico, trata-se de uma especialidade altamente flexível que se adequa a diferentes contextos, como por exemplo:

» Criação de novos negócios;

» Reposicionamento de marcas no mercado;

» Identificação e criação de novas oportunidades;

» Criação e lançamento de produtos ou serviços;

» Aumento de market share;

» Alinhamento da cultura interna;

» Compra, venda e fusão de empresas.

É importante compreender que branding não é marketing, relações públicas nem design somente. Branding vem antes de tudo e sua estratégia direciona esses setores para que a toda a empresa fale uma só língua e que o cliente ouça uma só mensagem. Ele entenderá, assim, “quem” é aquela marca e depositará sua confiança nela. Em uma excelente analogia, Eduardo Tomyia, diretor da Vermeer, fala da gestão de marcas como um iceberg, cuja parte que está fora da água representa ações de comunicação, logotipos, embalagens, nomes, ou seja, o que está visível, mas que a maior parte deste iceberg está submersa, representando todos os processos internos. E esta é a parte que vai sustentar a promessa da marca.

continue lendo

posicionamento

 
Você já parou para refletir se sua marca está sendo relevante para o seu público? Melhor ainda: você sabe como tornar sua marca relevante? A resposta é: posicione-a bem.

Posicionar uma marca é criar estrategicamente um espaço para ela na cabeça das pessoas: pode ser o mais rápido, o mais gostoso, o melhor (ou até mesmo o segundo melhor), etc. — sempre tendo em mente que trata-se de uma promessa que será um diferencial mas que deve, de fato, ser entregue. É necessário que esse diferencial seja claro, que qualifique a marca como única e que faça as pessoas entenderem porque devem escolher o seu produto ou serviço em detrimento do concorrente.

O branding vai funcionar equalizando o lado emocional e racional das (…)

Posicionar uma marca é criar um determinado espaço para ela na cabeça das pessoas.

marcas para melhor posicioná-las. O lado emocional diz respeito ao que o público deseja, às suas expectativas em torno daquela empresa, ao passo que o racional trata de metas e objetivos corporativos, além dos atributos funcionais. Essa parte do branding é de extrema importância: pode e deve ser aplicada tanto para novas marcas que almejam entrar no mercado quanto para o reposicionamento de marcas que já estão atuando e desejam redefinir sua competitividade.

O conceito de posicionamento foi introduzido e popularizado por Al Ries e Jack Trout, autores do livro “Posicionamento: a batalha pela sua mente”. De acordo com eles, começamos a posicionar uma marca por um produto, um serviço, uma empresa ou até mesmo uma pessoa, mas há de se prestar atenção que o posicionamento é feito, de fato, na mente do público. E, levando em consideração a quantidade massiva de informações à qual as pessoas estão expostas diariamente, o melhor é ater-se a um posicionamento através de uma mensagem bem simples e direta, mas que deve responder às seguintes questões:

Credibilidade: As pessoas podem acreditar na promessa?

Relevância: As pessoas se importam com a promessa?

Alcance: Isso pode durar?

Inspiração: Isso envolve emocionalmente as pessoas?

Diferenciação: Poucos podem verdadeiramente se apropriar disso?

Posicionamentos relevantes e claros de marcas conhecidas fazem parte das informações que não são descartadas pelas pessoas, que ficam guardadas e que são facilmente lembradas, como por exemplo: a Volvo que vende os carros mais seguros; a Hertz, que é a maior marca de locação de carros; e a Avis, segunda no ranking de locação de carros, com o seguinte posicionamento: “Somos a número 2. Somos mais esforçados.”.

Enquanto a essência é imutável e intangível, o posicionamento se caracteriza pela sua natureza prática. Ele pode mudar de acordo com a situação ou contexto. Isso, contudo, não o torna menos importante; ao contrário, é ele quem define e caracteriza a promessa da marca. Como diz Lissa Reidel, da FolioOne Ltd.: “O posicionamento transpõe as barreiras dos mercados saturados para criar novas oportunidades.”

continue lendo

essência

 
Todas as pessoas se identificam com algumas marcas de forma pessoal. Lembram-se delas em momentos especiais da vida, gostariam de tê-las sempre por perto. Isso acontece exatamente porque essas marcas têm características peculiares e uma personalidade própria. Não se trata somente de produtos com boa qualidade ou atendimento impecável, mas de algo maior: trata-se da essência da marca.

Segundo o dicionário Houaiss, essência é aquilo que “é o mais básico, o mais central, a mais importante característica de um ser ou de algo, que lhe confere uma identidade, um caráter distintivo”. Toda marca possui uma essência ― mesmo que ainda não saiba — e através do branding essa essência pode ser resgatada para que ela seja incorporada à cultura da empresa. De acordo com Ricardo Guimarães, presidente (…)

Uma boa essência de marca é um pensamento inspirador capaz de atrair e mobilizar pessoas, não importa a relação que elas tenham com a empresa.

da Thymus Branding, “uma boa essência de marca é um pensamento inspirador capaz de atrair e mobilizar pessoas, não importa a relação que elas tenham com a empresa.” Enquanto o posicionamento denota as diferenças comparativas tangíveis entre produtos concorrentes (que pode e deve ser modificado em função do mercado), a essência é intangível, imutável e reforça os valores centrais da marca. Por exemplo, é difícil — na verdade, quase impossível — encontrar um entusiasta da Harley-Davidson ou da Apple comprando produtos de seus concorrentes. Isso acontece pela forte relação emocional que essas pessoas têm com as marcas, as associações com seus estilos de vida e suas aspirações.

A essência é uma extensão da filosofia e dos valores de seus fundadores. Essa essência deve ser difundida por todos os setores da empresa e absorvida por cada público, qualquer que seja sua relação com a marca, para que então sua autenticidade seja percebida de maneira consistente em cada ponto de contato.

A essência cria associações nas pessoas que vão orientar suas escolhas. Ao resgatar a essência, pensa-se nos valores que nortearam seus fundadores para a criação do negócio e cruza-se com conceitos e ideias que motivam os consumidores a comprar de uma determinada marca.

Pode ser algo tão simples como “fun family entertainment”, no caso da Disney, mais bucólico como “rewarding everyday moments” para a Starbucks ou ainda mais descritivo como “authentic athletic performance”, conforme visto na Nike, desde que norteie toda sua história: passado, presente e futuro. Guimarães ainda complementa que “a essência não é uma estratégia de mercado, é um jeito de ver o negócio e de atuar no mercado”.

Autores listam algumas considerações que devem constituir esta importante ferramenta de branding:

1 Foco: a essência deve estar embasada em apenas um aspecto muito pertinente da marca para não perder seu foco;

2 Única: deve comunicar o que sua marca tem de diferencial frente à concorrência no aspecto cultural e emocional;

3 Experiência: deve capturar a emoção que o consumidor sente quando em contato com a marca;

4 Relevância: deve ser relevante ao consumidor. É o que realmente importa para eles e não o que se acha ou se diz que é importante;

5 Consistência: deve ser vivida e experimentada consistentemente por seu público — consumidores, acionistas e colaboradores —, a cada contato com a marca;

6 Autenticidade: deve-se sempre falar o que de fato se é, nunca inventar algo que deva ser o que os consumidores desejam. Clientes gostam de honestidade e esperam isso das marcas;

7 Durabilidade: a essência deve ser perene, ela não muda. Nunca.

A essência deve estar alinhada à natureza do negócio, às necessidades de mercado e do público. Sua atitude será um importante diferencial perante seus concorrentes. Quando uma empresa se preocupa com sua essência, demonstra que seu propósito vai além de meras relações comerciais e que deseja fazer parte da vida daqueles que convivem com a marca.

continue lendo

etnografia

 
Conhecer mais sobre os aspectos da vida de seus clientes é um passo essencial para definir uma estratégia eficiente e muitas empresas têm despertado para essa necessidade: Unilever, Citroën, Toyota, Kraft Food, Pepsico, entre tantas outras, buscam na etnografia uma maneira de alcançarem resultados ainda mais satisfatórios — e, por que não, humanizados. Entender melhor a realidade do seu público, destituindo-se de qualquer pré-conceito sobre ele, é essencial e deve ser o ponto de partida para qualquer projeto.

Uma pesquisa etnográfica aplicada ao consumo significa imergir na realidade do público-alvo, buscando entender seu dia a dia, sua maneira de agir e pensar a vida, e aprender quais as lógicas e mecanismos que estão por trás de cada cultura e comportamento.

Através de empatia, observação e análise, a etnografia busca, (…)

dentro de uma estratégia de branding, transformar insights gerados pela pesquisa em ideias e as ideias em produtos e serviços inovadores que realmente criem um diálogo com seu público. A IDEO, empresa reconhecida mundialmente por difundir o Design Thinking (metodologia centrada no ser humano focada na inovação de produtos e serviços), utiliza a etnografia na etapa de imersão (início do processo). Utilizando entrevistas em profundidade, registros fotográficos, diários de campo (de tudo aquilo que se viu, ouviu e sentiu), entre outras ferramentas, a pesquisa etnográfica pressupõe uma participação real do pesquisador no cotidiano das pessoas, de tal forma que ele possa captar como o consumidor interage, utiliza ou pensa sobre um determinado tipo de serviço ou produto.

Um ótimo exemplo do uso da etnografia pode ser visto em um projeto da General Eletrics. Doug Dietz, designer de equipamentos médicos da GE, estava em um hospital quando viu que uma criança, ao fazer um exame e avistar um de seus equipamentos, começou a chorar desesperadamente de medo. Doug decidiu então redesenhar a experiência, transformando as salas de exame em cenários lúdicos e fantásticos como o fundo do mar, passeio com piratas e uma selva. Ao se colocar no lugar das crianças, além de tornar o exame mais divertido e menos estressante, sua solução ajudou a reduzir de 80% para 10% o número de crianças que necessitavam de sedativos, reduzindo os custos do hospital, aumentando o número de exames e, principalmente, trazendo bem-estar para os pacientes.

A etnografia também serve para entender a relação entre o consumo e nossa própria identidade. Segundo Genevieve Bell, antropóloga e vice-presidente de Estratégia Corporativa da Intel, nós usamos determinados tipos de produtos ou serviços para dizer quem somos para nós mesmos e para outras pessoas: os carros que dirigimos, os objetos tecnológicos que usamos, os apps que baixamos, tudo isso diz algo sobre nós ou sobre quem queremos ser. De acordo com a empresa Box1824, o consumo nos dias atuais tende a ser cada vez menos compulsivo, isto é, os consumidores estão começando a associar status ao que estão comprando e não simplesmente ao ato da compra. A partir do momento que as pessoas passam a refletir mais sobre o que compram, começam a escolher com mais cautela o discurso das marcas — que passam a representar ainda mais valores éticos e morais. Um bom exemplo de apropriação dessa tendência é o case The One for One da marca de calçados Toms: a cada par comprado, a empresa doa outro para alguém em necessidade. Consumir, neste caso, equipara-se a um ato político e social.

As frequentes inconstâncias dos contextos sociais, econômicos e de comportamento têm transformado o consumidor, tornando-o ainda mais cético e exigente: cansado da repetição do marketing e empoderado pelas redes sociais, eles esperam que as marcas se comuniquem de forma transparente e próxima e que a experiência com os produtos e serviços seja sempre surpreendente.

É preciso notar que, hoje, as tendências de consumo não seguem mais necessariamente o fluxo “top down”, isto é, das classes mais altas para as classes mais baixas: muitas influências vêm exatamente do sentido oposto. Entre os anos 2003 e 2014, em razão do aumento de empregos, da renda e da redução da desigualdade social, cerca de 40 milhões de brasileiros migraram da classe D e E para a classe C. Este nicho, até então negligenciado, passou a compor a maior fatia da população brasileira. Sem conhecimento específico sobre esse público, algumas marcas enfrentaram grandes desafios para entender os novos padrões de consumo e as influências trazidas por este público.

Para oferecer produtos, serviços e experiências cada vez mais alinhadas com o perfil comportamental de seu público, suas representações e suas percepções da realidade, precisamos deixar de lado nossa visão de mundo e experimentar ver através dos olhos dos outros.

continue lendo

análise de tendências

 
Inovar é um desafio para qualquer empresa porque significa perceber, refletir, antecipar e reagir às transformações em nosso contexto, mercado e públicos, que muitas vezes ainda são incipientes. Tais mudanças podem ser observadas — e utilizadas como uma poderosa ferramenta para a gestão estratégica de negócios — através da pesquisa e análise de tendências. “A pesquisa e a análise de tendências consistem em encontrar mindsets novos e emergentes que vão impactar a sociedade e, consequentemente, a maneira como as pessoas consomem”, diz Andrea Greca, especialista em investigação qualitativa de tendências e fundadora da agência Berlin.

De acordo com Lucas Saad, fundador e diretor da consultoria saad branding+design, os resultados desse tipo de pesquisa são muito importantes para um projeto estratégico. “Enquanto, de um lado, a (…)

essência da empresa deve se manter fiel às suas raízes, de outro, a sua promessa, seus produtos, serviços e experiências devem responder às evoluções sociais e à forma como as pessoas se adaptam a elas”, explica Saad.

Quando falamos de tendências de consumo, dois dos públicos mais analisados são as gerações Y e Z. A geração Y, também chamada de Millennials, são jovens nascidos de 1977 a 1995, de acordo com a Nielsen. Esse grupo tem grande importância, já que segundo estimativas, possuem mais de um trilhão de dólares de poder de compra, influenciando tanto o consumo de gerações mais novas quanto de mais velhas. Só no Brasil, representam atualmente mais de 45 milhões de pessoas. Os Millennials, que cresceram no contexto da virada do século e da economia global, valorizam conceitos como “coletividade”, “sustentabilidade” e “preocupação social”, por exemplo.

Já a geração Z, mais jovem e composta por indivíduos nascidos após 1996, começa agora a entrar no mercado de trabalho, de acordo com a Associação CDL/RS. Flexível e adaptável, a geração Z nasceu em uma era completamente digitalizada e não sente necessidade da distinção entre o mundo online e offline. Para eles, palavras como “fluidez”, “experimentação”, “ativismo online” e “horizontalidade hierárquica” são essenciais.

Segundo Andrea, a principal função do trabalho de pesquisa e análise de tendências é ajudar a combater a imprevisibilidade em processos de inovação. “Cruzar dados de tendências com informações oriundas de pesquisa de mercado possibilita uma diminuição considerável de riscos”, diz. Para Saad, é imprescindível para uma empresa entender o que o consumidor espera e de que forma isso vai mudar a curto e longo prazo. “Trabalhar com essa metodologia nos aproxima do consumidor e nos permite olhar de forma objetiva para todos os ângulos de um negócio, gerando insights para nossos clientes e também antecipando a forma como os concorrentes e o mercado irão reagir às transformações externas”, explica.

Realizar um trabalho assertivo de análise de tendências é parte fundamental do processo de branding (gestão estratégica de negócios) para que empresas entendam como a cultura funciona e se transforma, construindo um futuro com propósito onde marcas e pessoas realmente dialoguem.

continue lendo

design & business

 
Somente uma pequena parcela do que vemos diariamente fica guardado em nossas lembranças: o que é realmente significativo e nos chama a atenção. Mas como conseguir um espaço na memória das pessoas? Uma das formas para alcançar esta distinção é exatamente com aquilo que está em frente dos olhos: o design.

O guru do branding, Marty Neumeier, enfatiza o imprescindível papel do design na construção de marcas quando relata que as mais fortes e relevantes possuem, entre outras coisas, uma grande preocupação com a estética. O design é um dos grandes responsáveis para que uma marca se comunique e dialogue com as pessoas.

Inicialmente, o design é uma forma de solucionar problemas, sejam (…)

O design é um dos grandes responsáveis para que uma marca se comunique e dialogue com as pessoas.

eles de negócios, produtos, serviços, experiências, etc. Com sua integração ao mundo corporativo, põe em prática a estratégia desenvolvida pelo branding, ou seja, ajuda a materializar os atributos que tornam a marca única e relevante — como essência, posicionamento e plataforma de marca. Como bem coloca Ligia Fascioni, o design funciona como “símbolo de identificação da empresa e como um excelente tradutor de sua personalidade”.

Para a compreensão do valor que o design agrega às marcas, Thomas Lockwood, ex-presidente do Design Management Institute, cita alguns outros possíveis cenários para sua atuação:

1 Criação de novos mercados
O design pode ser usado para criar mercados, estabelecendo um diferencial competitivo, difícil de ser copiado. Ex.: sistema iTunes/iPod, Amazon.

2 Inovação de produtos e serviços
Isso é possível integrando técnicas e processos de design por toda a empresa.

3 Criação de propriedade intelectual (patentes e marcas)
Quanto sua empresa perderia se as contribuições de design fossem roubadas?

4 Melhoria da performance de produtos
Bons designs de interfaces e espaços podem reduzir o stress, aumentar o desempenho de tarefas e potencializar a percepção do cuidado da empresa com seus empregados e clientes.

5 Garantia da sustentabilidade
O impacto ambiental de produtos de design pode ser medido de variadas formas. Atuando em nível estratégico, os designers podem zelar pela sustentabilidade dos negócios em seus três vértices: econômico, social e ambiental.

Gerir o design em uma empresa vai além da questão estética, trata de materializar a estratégia, trazer diferenciação, dar unicidade e destacar-se frente à concorrência. O design somado ao branding é crucial para comunicar os atributos e ajudar a construir marcas sólidas e confiáveis. Esta soma contribuirá para que novos mercados sejam abertos, produtos sejam escolhidos numa prateleira, serviços sejam contratados através de websites e valor seja agregado através da percepção da marca, fazendo com que ela ocupe um espaço no coração das pessoas.

continue lendo

identidades dinâmicas

 
Nunca as marcas brigaram tanto por um pequeno espaço na vida das pessoas. Segundo pesquisas, temos contato com aproximadamente 2.000 marcas em um dia “comum” e menos de 300 delas ficam em nossa memória. Com tantos pontos de contato — digitais e físicos — e com tantas experiências que estas marcas nos proporcionam, estabelecemos relações com aquelas que mais conseguimos nos identificar. Especialmente no tempo em que estamos vivendo, onde tudo acontece muito rápido e está sempre em constante mudança, o ser humano precisa ser mutável, flexível e dinâmico. E as marcas precisam acompanhar este ritmo.

A partir daí começou uma evolução que trouxe a dinâmica da contemporaneidade às marcas, deixando de utilizar apenas sua forma básica, simétrica e regular, e passando a considerar variações dentro de seus sistemas de identidade — as marcas dinâmicas ou flexíveis. Isso possibilitou com que elas se tornassem mais humanizadas, mais parecidas com as pessoas e menos com as corporações. Se o consumidor muda e se transforma para se adaptar à rapidez da vida contemporânea, assim também devem ser as marcas, se adaptando à vida de seus diferentes públicos, plataformas, veículos e pontos de contato. As variações no design são o ponto de partida para as (…)

Lançar uso de uma identidade dinâmica significa ser plural e, ao mesmo tempo, permanecer único e diferenciado.

identidades dinâmicas, porém não são as únicas, uma vez que uma marca dinâmica também pode ser mutável em outros aspectos de sua identidade, como, por exemplo, a identidade verbal. São logotipos, slogans e até nomes que aceitam variações de cor, forma, tamanho, mensagens, etc. Nas identidades dinâmicas, a falta de padronagem é “regra”, mas deve-se atentar que, nestes casos, a regra é estrategicamente manipulada para proporcionar o reconhecimento das marcas em suas diversas versões.

Quase paradoxais, as identidades dinâmicas favorecem o reconhecimento e pregnância das marcas pelos seus consumidores, que não dependem de um único elemento para identificar suas lovemarks, mas contam com uma rede de manifestações que as representam de forma plural e coesa.

Existem grandes exemplos de identidades dinâmicas de marcas como a MTV, a AOL e, inclusive, a marca dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, entre outras. Na saadbranding+design, o conceito de identidades dinâmicas foi utilizado em diversos projetos de branding, como no case da RE onde o nome (um prefixo) é um conceito que é adaptado através de diferentes frases ou palavras, dependendo do contexto. Já no projeto da Oigo, com a variação de cores e da waveform a cada material, ilustrando os seus drivers. Também no projeto da Sementes Ipiranga que, mesmo em um mercado mais tradicional como o do agronegócio, a marca pode se relacionar com seu público através do slogan “Para quem quer mais” que, dependendo da situação, pode tomar diversas formas, como “Para quem quer mais tecnologia”, “…produtividade”, “…qualidade”, etc.

Desta forma, as marcas dinâmicas estabelecem um diálogo mais direto e personalizado com seus consumidores, criando relacionamentos genuínos e duradouros. Elas são, como costumamos dizer, as verdadeiras “marcas que dialogam”.

continue lendo

naming

 
Muitas pessoas ainda não sabem da importância que o naming — o processo de criação do nome de uma empresa, serviço ou produto — tem dentro de uma estratégia corporativa. Segundo alguns autores, a escolha de um bom nome pode fazer com que o desenvolvimento de uma marca seja acelerado em anos e que ela cresça mais rapidamente.

Em um projeto de branding, o nome, que, juntamente com o tom de voz e o slogan, faz parte da identidade verbal, pode iniciar o processo de posicionamento de uma marca e contar ao público quais são seus diferenciais. É importante perceber que um nome criado de forma adequada pode determinar o curso de uma marca. Assim, é de suma importância que o nome escolhido esteja em consonância com os valores da empresa, que transpareça sua história e, especialmente, que vislumbre seu futuro. Bem como a essência, um nome não deve ser (…)

Um nome criado de forma adequada pode determinar o curso de uma marca.

fruto de uma tentativa de descrição do produto ou serviço oferecido, mas sim do espírito, da personalidade da empresa e do que intrinsecamente a diferencia de qualquer outra, porque isso é o que vai ligar a marca emocionalmente a todos aqueles que entrarem em contato com ela.

Para a criação de um nome é também preciso pensar diferente, pensar grande — ir além do dicionário e considerar que empresas como Google e Flickr não se prenderam a padrões de linguagem; que a Blackberry e a Apple foram na contramão do convencional; e que todas essas são referências em seus setores. Com opções de nomes disponíveis cada vez mais escassas, o diferencial do nome da sua marca pode ser o inesperado, o incomum, o extraordinário, sendo crucial manter-se aberto para todas essas possibilidades.

Criar um nome não é algo simples de se fazer: requer muita pesquisa e conhecimentos específicos, entre eles o de linguística. De acordo com Alina Wheeler, consultora de branding e autora de vários livros na área, deve-se levar em consideração que um nome deve ser:

» Curto;

» Simples;

» Memorável;

» Fácil de pronunciar, ler e escrever;

» Visualmente interessante;

» De fácil busca na internet;

» Possuir conceito e ser original (distintivo/não convencional);

» Estratégico (traduzir os atributos e posicionamento da marca);

» Deve gerar associações positivas;

» Atemporal (além da moda);

» Legalmente protegível.

É através de muitas pesquisas, análises e tentativas (inúmeras delas) que se chegará a um nome que vai fazer com que uma marca não se torne mais uma no mercado, mas que se destaque e seja lembrada como autêntica e única.

continue lendo

co-branding

 
Trata-se de uma estratégia muito disseminada de associação entre duas ou mais marcas para a promoção de uma ação, produto ou serviço, que ofereça valor agregado ao consumidor. A soma leva à diferenciação das partes envolvidas em relação à concorrência, além de conseguir atingir mercados diferentes. Essa estratégia pode ser utilizada em situações nas quais a empresa encontra-se atuando em um mercado saturado de marcas e com as mesmas ofertas — pense nas commodities ou no fast-fashion. A união de forças entre marcas complementares cria um diferencial competitivo dentro deste cenário.

Atingir novos mercados é um dos objetivos do co-branding e isso funciona particularmente bem quando se trata de um mercado no qual a marca nunca atuou e não possui nenhum tipo de experiência. Neste caso, a proximidade com uma marca já estabelecida é a melhor (…)

É necessário que haja alinhamento entre os valores, filosofia, visão de negócios e ideologia das marcas envolvidas para que não haja choque de culturas.

forma de “pegar carona” e encurtar o caminho para este novo segmento.

Algumas precauções devem ser tomadas para que estas parcerias sejam bem sucedidas. Em primeiro lugar, destacamos que as marcas devem ter afinidade e que a relação tenha uma natureza “ganha-ganha“, ou seja, seja benéfica para todas as partes envolvidas. Uma regra simples para a escolha da parceria é avaliar se o resultado do co-branding será maior do que o valor das marcas atuando sozinhas. Além disso, verificar se as marcas estão em um mesmo nível de importância e reconhecimento no mercado também é importante. Caso contrário, a marca mais forte poderá emprestar mais atributos de imagem positivos do que receberá.

Finalmente, é necessário que haja certo alinhamento entre os valores, filosofia, visão de negócios e ideologia das marcas envolvidas, para que não haja choque de culturas. É crucial que as empresas interessadas em implementar estratégias de co-branding nunca esqueçam seu propósito, calculando a cooperação de forma a gerar benefícios reais aos seus consumidores.

Antes de se decidir por uma estratégia de co-branding, pense: o que o meu consumidor vai ganhar com isso? E parta daí.

continue lendo